Destaques

sexta-feira, 20 de abril de 2018

"O serviço dos pobres acima de tudo" - Carta raríssima de São Vicente de Paulo


Não temos de avaliar os pobres por suas roupas e aspecto, nem pelos dotes de espírito que pareçam ter. Com frequência são ignorantes e curtos de inteligência. Mas muito pelo contrário, se considerardes os pobres à luz da fé, então percebereis que estão no lugar do Filho de Deus que escolheu ser pobre. De fato, em seu sofrimento, embora quase perdesse a aparência humana - loucura para os gentios, escândalo para os judeus - apresentou-se, no entanto, como evangelizador dos pobres: Enviou-me para evangelizar os pobres (Lc 4,18). Devemos ter os mesmos sentimentos de Cristo e imitar aquilo que ele fez: ter cuidado pelos indigentes, consolá-los, auxiliá-los, dar-lhes valor. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

São Vicente, um Jovem para o nosso tempo

Existem pessoas que nunca chegam a ser jovens. Há outras que nunca deixam de o ser. Há pessoas que talvez desde os quinze anos, vivem encerrados nas velhas tocas do medo e do egoísmo. Arrastam os pés como indecisos reformados. Nem têm sonhos nem caminham para horizontes em desafio, de ilusão e mudança. Não se interessam por nada. Parece como se estivessem desmotivados de tudo. Só alimentam-se com anúncio baratos da televisão e as falatórias  dos vizinhos.
Há outras pessoas de muitos ou poucos anos, que nunca deixam de ser jovens. Poderão ter falecido há muitos anos, mas seguem-nos falando, desafiando, com os seus sonhos e as suas obras. VICENTE DE PAULO, por exemplo, é um dos homens mais jovens da história. A sua vida e a sua obra são um desafio, o seu espírito é uma enorme montanha de contagioso amor a ferver.
Ali está e ali segue como um gigante que nos convida a subir às suas obras e aos seus ombros, para ver a vida de outra maneira e para a viver em compromisso apaixonado.
 Convidamos para juntos Vicentinar os que estão fora dos anos da juventude, mas que conservam em seus corações, os sonhos e desejos de corajosos compromissos. Vicente de Paulo continua ser um modelo, um animador e um visionário também para os nossos dias. A sua forma de amar a Jesus Cristo e de amar às vítimas é totalmente atual e continua a nos dizer: “vamos e ocupemo-nos com um amor novo no serviço dos pobres; busquemos inclusive até os mais pobres e abandonados. Reconheçamos diante de Deus que eles são os nossos amos e os nossos patrões e que somos indignos de lhe oferecer os nossos humildes serviços”. Ele, Vicente fez  assim. E não fala de teorias mas da pratica experimentada por ele mesmo.
Busquemos conhecer mais de Vicente, busquemos ser jovem como ele.
Jesus Cristo é o Missionário do Pai e nós estamos chamados a ser os missionários de Jesus Cristo. Os pobres esperam que nos ponhamos ao seu lado, mas têm muitas urgências . Poderemos atrasar para sempre a nossa resposta?

LECTIO DIVINA: QUINTA-FEIRA DA SEMANA III DO TEMPO PASCAL

Actos dos Apóstolos 8, 26-40
Naqueles dias, o Anjo do Senhor disse a Filipe: «Levanta-te e dirige-te para o sul, pelo caminho deserto que vai de Jerusalém para Gaza». Filipe partiu e dirigiu-se para lá. Quando ia a caminho, encontrou-se com um eunuco etíope, que era alto funcionário de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro. Tinha ido a Jerusalém para adorar a Deus e regressava ao seu país, sentado no seu carro, a ler o livro do profeta Isaías. O Espírito de Deus disse a Filipe: «Aproxima-te e acompanha esse carro». Filipe aproximou-se do carro e, ouvindo o etíope a ler o profeta Isaías, perguntou-lhe: «Entendes, porventura, o que estás a ler?». Ele respondeu: «Como é que eu posso entender sem ninguém me explicar?» Convidou então Filipe a subir para o carro e a sentar-se junto dele. A passagem da Escritura que ele ia a ler era a seguinte: «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi humilhado e não se lhe fez justiça. Quem poderá falar da sua descendência? Porque a sua vida desapareceu da terra». O eunuco perguntou a Filipe: «Diz-me, por favor: de quem é que o profeta está a falar? De si próprio ou de outro?». Então Filipe tomou a palavra e, a partir daquela passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus. Ao passar por um lugar onde havia água, o eunuco exclamou: «Ali está água. Que me impede de ser batizado?». Mandou parar o carro, desceram ambos à água e Filipe batizou-o. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco deixou de o ver. Mas continuou o seu caminho cheio de alegria. Filipe encontrou-se em Azoto e foi anunciando a boa nova a todas as cidades por onde passava, até que chegou a Cesareia.

quarta-feira, 18 de abril de 2018


Cruzadinha da Família Vicentina







































Arte: Marcia Torquato‎

Que não nos falte coragem de Vicentinar


Arte: Márcia Torquato

Onde você está?

“E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde Estás”? Gn 3, 9
Desde o princípio Deus já ensinava que não é possível seguir em frente se não se sabe onde está. Você pode estar no sofá, no celular, no computador, mas aqui não falamos de localização física. Até porque, em um mundo onde o ciberespaço é infinito, se localizar geograficamente é um grande desafio.

Vicente de Paulo, Carta 0024: Para Luísa de Marillac

[Fevereiro de 1628]
Senhorita:

A graça de Nosso Senhor está sempre conosco.

Sirva essas poucas linhas para agradecer-lhe por ter aceito em sua casa aquela boa moça e o envio das doze camisas, bem como para dizer-lhe [que vou] partir, para voltar então em oito dias, com o favor de Deus, e que então falaremos de tudo, embora eu diga antecipadamente ao seu coração que eu louvo a Deus por tê-la libertado do apego excessivo que ela tinha pelo pequenino e por tê-la feito chegar à razão com o que [agora] não há perigo; então você vai agir de acordo com sua inclinação e lhe dará a batina. Que Deus conceda que isto seja para a sua glória e para a salvação das almas e que Ele lhe dê uma parte na santa tranquilidade do seu espírito, permanecendo, no seu amor, o seu mais humilde servo,

VICENTE DEPAUL

Direção: à senhorita Le Gras, em Paris.

LECTIO DIVINA: QUARTA-FEIRA DA SEMANA III DO TEMPO PASCAL

Actos dos Apóstolos 8, 1b-8
Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém e todos, à exceção dos Apóstolos, se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por ele. Saulo, por sua vez, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e metia-os na prisão. Entretanto, os irmãos dispersos andaram de terra em terra, a anunciar a palavra do Evangelho. Foi assim que Filipe, tendo descido a uma cidade da Samaria, começou a anunciar Cristo àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, porque ouviam falar dos milagres que fazia e também os viam. De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade.

Compreender a Palavra

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Irmã Lúcia Vieira

Irmã Lúcia Vieira
"O maior adjetivo que define esta mãe, é a de que ela é uma autêntica reprodutora do amor de Deus. Que nós possamos tê-la por muitos anos, pois seus ensinamentos, exemplos de humildade, perseverança e fé, a nós serve de lição e conforto para que compreendamos que é possível sim, olhar sempre e estender a mão a aqueles que de nós precisam de pelo ao menos, um sorriso".

domingo, 15 de abril de 2018

LECTIO DIVINA: SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA III DO TEMPO PASCAL

Actos dos Apóstolos 6, 8-15
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-lo dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo.

BEM-AVENTURADA ROSALIE RENDU

Joana Maria Rendu, (Irmã Rosalie), filha de Antonio Rendu e Maria Ana Laracine, nasceu em 9 de setembro de 1786, em Confort, distrito de Gex, nas Montanhas do Jura, sudeste da França e perto da fronteira com a Suíça. Ela viveu toda a sua vida de Filha da Caridade, 53 anos, no bairro Mouffetard, o bairro mais pobre de Paris.

1786 nascimento
1802 entrada na Companhia das Filhas da Caridade
1803 envio em missão para a Casa São Martinho
1807 emite os votos pela primeira vez
1815 torna-se Irmã Servente (superiora) da Casa São Martinho
1830 Revolução. As postulantes são colocadas na casa da rua l’Épée-de-Bois
1831 arcebispo de Quélen e outros membros do clero são acolhidos na rua l’Épée-de-Bois
1833 começo da orientação aos primeiros membros da Sociedade de São Vicente de Paulo
1840 trabalho com as Senhoras da Caridade, restabelecidas recentemente; início da expansão dos trabalhos da casa

IMAGEM


Congregação da Missão – Padres Vicentinos

Congregação da Missão (Congregatio Missionis, CM), Lazaristas ou ainda Padres e Irmãos Vicentinos, é uma congregação religiosa masculina católica fundada em Paris, no dia 17 de abril de 1625, por São Vicente de Paulo (1581-1660).


A origem remonta às missões junto aos pobres realizadas por São Vicente de Paulo e cinco outros padres bem como para a formação do clero.

“O fim da Congregação da Missão é seguir Cristo Evangelizador dos Pobres. Este fim se realiza, quando os irmãos e as Comunidades, fiéis a São Vicente de Paulo:

1º Procuram com todas as forças revestir-se do espírito do próprio Cristo para adquirirem a perfeição conveniente à sua vocação;

Vicente de Paulo, Carta 0023: Para Luisa de Marillac

Senhorita:

A graça de Nosso Senhor está sempre conosco.

Mandei uma das duas moças que conversei com nossa boa dama de Fay, já que ela tem conhecidos e a outra permaneceu em Joigny, onde encontrou acomodação. Talvez a senhora mencionada pense que é conveniente para ela ficar em casa por alguns dias, dependendo do que for decidido. Se assim for, não duvido que a sua caridade lhe dará as boas-vindas e que você terá visto com prazer que tomei tamanha confiança.

Não lhe digo nada do que ele escreveu para mim, porque espero vê-lo no final deste mês e poder conversar.

O que minha amada filha diria, a parte que caiu em nossa missão, em uma das terras do Sr. de Vincy? Certamente, parece-me, quando confesso a essas pessoas boas, que vejo diante de mim sua boa dama, a quem tanto amam. Acreditando que eu não poderia escrever para você, eu te implorei na carta que lhe escrevi, para pedir que você me enviasse uma dúzia de camisas de todos os tipos. Faça isso, jovem senhora, como eu imploro, e mantenha-se feliz e disposto a querer tudo o que Deus quer. E porque é o seu gosto que sempre preservar-nos na santa alegria do seu amor, conservémonos e unir inseparavelmente neste mundo para ser um dia a mesma coisa nele, em cujo amor permaneço, Mademoiselle, humilde e obediente servidor,

VICENTE DE PAULO

De Villecien, em 9 de fevereiro de 1628

LECTIO DIVINA: DOMINGO III DO TEMPO PASCAL

MISTAGOGIA DA PALAVRA
Acreditar, nos tempos que correm, é comprometer-se com Deus, em consciência e nas atitudes pessoais, com os outros, com o mundo e com a vida. Acreditar é viver toda a nossa vida com espírito pascal, ou seja, como ressurreição perene e nascimento constante para a vida nova de Deus; e atrever-se, como os Apóstolos e os primeiros crentes, a realizar a conversão radical, mudando o rumo da nossa vida e dando razões da nossa esperança, apesar de todas as dúvidas, do egoísmo, da injustiça e da indiferença, da vulgaridade e da morte. Porque a conversão, tal como o acreditar é tarefa para todo o tempo, incluindo o pascal.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A sacralidade do beijo


É preciso valorizar os pequenos gestos e resgatar o significado que há nos beijos
Em nossa cultura, saudar as pessoas com um beijo é um costume restrito ao nosso círculo de convívio. Não saímos por aí selando rostos com os estalidos de nossos lábios. Geralmente, reservamos essa forma de carinho às pessoas que, ao menos, já têm nossa amizade.
Além disso, beijamos quando somos apresentados a alguém (um ou dois beijinhos no rosto); também beijamos as crianças próximas de nós, por causa de sua pureza, graciosidade e fofura.

Créditos: Wesley Almeida / cancaonova.com
O beijo expressa proximidade e gratidão, demonstra querer bem, manifesta perdão, sela pedidos de desculpas. Beijo é reverência nas mãos ungidas do sacerdote. São Paulo recomendava desde as primeiras comunidades: “Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo” (Rm 16,16).

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Oração à Beata Lindalva Justo de Oliveira


Ó Deus
que infudistes no coração de Lindalva
a chama da caridade e da fidelidadeà vocação junto aos mais abandonados,concedei-nos a graça que vos pedimos (..)para que em breve seja reconhecida oficialmente
entre os santos do céu.
Sua vida ganhou, numa sexta-feira santa,
a coroa do martírio.
Sua morte é a do justo e do inocente como a de Cristo.
Na hora do holocausto, doloroso, mas fecundo,
ela se apresenta a servir tal qual o Mestre que disse:
"Não vim para ser servido, mas para servir."
Concedei-nos, Senhor, por intercessão da
Bem-aventurada Lindalva, novas e santas vocações
para o serviço de Cristo nos pobres.Isto vos pedimos, pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.
Amém.

Vicente de Paulo, Carta 0022: A Luisa de Marillac

Senhorita:

A graça de Nosso Senhor está sempre conosco.

1. No seminário Saint-Nicolas-du-Chardonnet.

Não sei como havia imaginado, nos últimos dias, que estava doente, a ponto de sempre acreditar nela nessa situação. Deus seja abençoado porque sua carta provou o contrário!

O que vou dizer a ele agora sobre seu filho, mas, como antes, não precisávamos ter muita certeza do carinho que ele tinha pela comunidade, agora não precisamos nos preocupar muito com sua insatisfação? Deixe-o, então, e entregue-o à vontade ou não a querer de Nosso Senhor. Só a Ele pertence dirigir aquelas pequenas e ternas almas. Mais interesse é Ele do que você, porque Ele pertence a Ele mais. Quando tiver a sorte de vê-la, direi a ela o pensamento que tive um dia e que contei à Sra. Chantal sobre esse assunto, com o qual ela foi consolada e libertada, pela misericórdia de Deus, de um pesar semelhante ao que você pode ter. Então, vejo você; e se a outra aflição continuar a afligir-te, escreve-me que eu te responderei.

Preste atenção e, entretanto, para fazer um favor para dois jovens necessitados vimos por bem sair daqui e vamos enviar no prazo de oito dias, pedindo-lhe para encaminhá-los para uma pessoa honesta de recomendar e buscar seu alojamento, se não conhecida você para alguma dama honesta que precisa deles.

Neste lugar ainda teremos ocupação por cerca de seis semanas; depois disso, eu serei toda para você e para a senhorita du Fay, a quem saúdo com toda a amplitude do meu coração, e peço a Deus que os encontre em boa saúde. Eu estou no amor de Nosso Senhor e sua santa Mãe, jovem senhora, seu servo mais humilde e obediente,

VICENTE DEPAUL

De Joigny, 17 de janeiro de 1628.

LECTIO DIVINA: QUINTA-FEIRA DA SEMANA II DO TEMPO PASCAL

Actos dos Apóstolos 5, 27-33
Naqueles dias, o comandante do templo e os guardas trouxeram os Apóstolos e fizeram-nos comparecer diante do Sinédrio. O sumo sacerdote interpelou-os, dizendo: «Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem». Pedro e os Apóstolos responderam: «Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens. O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. E nós somos testemunhas destes factos, nós e o Espírito Santo que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem». Exasperados com esta resposta, decidiram dar-lhes a morte.

HORA VICENTINA!


Como ajudar quem precisa de ajuda?
Sempre há alguém precisando de ajuda emocional: uma palavra amiga, uma orientação ou simplesmente alguém que escute os sofrimentos da alma. Contudo, nem sempre sabemos como agir diante de determinadas situações, pois somos extremamente complexos e frágeis. Sempre existe o medo de que nossas palavras sejam mal interpretadas. Como ajudar eficazmente quem precisa de nossa ajuda?
Ajudar é um processo que exige, em primeiro lugar, uma maturidade emocional e espiritual. Uma pessoa imatura dificilmente poderá contribuir com alguém que enfrenta crises pessoais complexas e que exigem um cuidado especial no acolhimento do que será partilhado. Por isso mesmo, é preciso nos questionarmos se temos condições humanas e espirituais de ajudar

Os sete sacramentos

Os sete sacramentos da Igreja expressam os sete eixos fundamentais de nossa existência
O Batismo
Celebra o nascimento, a entrada na comunidade da Igreja e incorpora-nos a Jesus Cristo. Faz-nos seus irmãos e filhos do Pai, perdoa-nos os pecados e dá força para a luta contra o mal. No Batismo a Igreja nos chama a seguir os passos de Jesus (como servos) dentro da comunidade para que, possamos lutar juntos contra o pecado.

Crédito: Wesley Almeida / cancaonova.com
Quando a criança nasce, ela entra numa sociedade de homens, onde o pecado é como que ‘institucionalizado’. Um mundo de ódio, corrupção, guerras, concorrência, materialismo, consumo, injustiças. O mal a rodeia, quer influenciar e arrastar essa criança, assim como a água violenta do rio arrasta suas vítimas. Este mal no mundo causado pelo pecado, chama-se pecado original.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Vicente de Paulo, Carta 0019: Saint Juana Francisca Fremiot de Chantal para São Vicente

Novembro de 1627

Com o que meu querido pai está empenhado em trabalhar na província de Lyon e, consequentemente, teremos de nos ver privados de vê-lo por algum tempo. Mas não temos nada para nos opor ao que Deus faz, mas para abençoá-lo por tudo, como eu, meu querido pai, pela liberdade que sua caridade me concede para manter minha confiança e perturbá-lo. Eu vou continuar fazendo isso com toda simplicidade.

Eu fiz quatro dias de exercícios, e não mais, por causa dos muitos problemas que surgiram. Eu tenho visto a necessidade de trabalhar com humildade e caridade com os outros, virtudes que pratiquei no ano passado e que o Senhor me concedeu a graça de praticar um pouco. Mas ele é o único que fez tudo e continuará a fazê-lo, de acordo com sua vontade, já que ele me oferece tantas ocasiões. Quanto ao meu estado, parece-me que estou simplesmente esperando o que Deus quer fazer comigo. Eu não tenho nem desejos nem intenções; nada me preocupa, mas o desejo de deixar Deus trabalhar; Eu não vejo ainda, mas parece-me que é isso que está no fundo da minha alma. Não tenho projetos ou sentimentos para o futuro, mas nesses momentos faço o que acho necessário, sem pensar mais.

Muitas vezes está tudo misturado na parte inferior, o que me faz sofrer muito, e permaneço lá, sabendo que pela paciência possuirei minha alma. Eu também tenho muitas preocupações sobre minha posição, porque meu espírito abomina muito a ação, e me forçando a agir em necessidade, meu corpo e meu espírito estão abatidos. Minha imaginação, por outro lado, me irrita muito em todos os meus exercícios e produz um grande tédio. Nosso Senhor também permite que ele tenha grandes dificuldades externamente, de modo que não há nada que me agrade nesta vida, mas apenas a vontade de Deus que quer que ele permaneça nela. Concede-me, Deus, a tua misericórdia, aquela que te peço para pedir com grande interesse; e não vou deixar de pedir a Deus, como faço com todo meu coração, dar-lhe forças para o cargo que lhe foi confiado..

Fonte: http://vincentians.com

"Ser Vicentino é ser chamado para uma caminhada radical"

Ser vicentino é bonito, mas não é fácil, para ser vicentino tem que está ciente que será uma caminhada radical. Às vezes lhe batem a porta na cara, dizem-lhe coisas que não desejaria ouvir. Porém, a graça de Deus é mais forte e é tão grande que todo insulto, toda indiferença, hostilidade e insensibilidade. Esses problemas não são nada diante da necessidade daqueles que esperam pelas doações, para lhes matar a fome.

Ser Vicentino é pura adrenalina, que vai do estado de tensão, até o total relaxamento de encontrar com Deus na pessoa do pobre. 

Ser Vicentino é se banhar com a endorfina, gerando uma sensação de recompensa e bem-estar após ações bem sucedidas. 

Já dizia Frederico Ozanam: “Temos aprendido que a vida não é um lugar de repouso” 

Para ser Vicentino é preciso amar a Deus, com as forças dos braços e suor dos nossos rostos...


LECTIO DIVINA: QUARTA-FEIRA DA SEMANA II DO TEMPO PASCAL

Actos dos Apóstolos 5, 17-26
Naqueles dias, o sumo sacerdote e todo o seu grupo, isto é, o partido dos saduceus, enfurecidos contra os Apóstolos, mandaram-nos prender e meteram-nos na cadeia pública. Mas, durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão, levou-os para fora e disse-lhes: «Ide apresentar-vos no templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida». Tendo ouvido isto, eles entraram no templo de madrugada e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o sumo sacerdote com o seu grupo. Convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos israelitas e mandaram buscar os Apóstolos à cadeia. Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão; e voltaram para avisar: «Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta. Abrimo-la, mas não encontrámos ninguém lá dentro». Ao ouvirem estas palavras, o comandante do templo e os príncipes dos sacerdotes ficaram muito perplexos, perguntando entre si o que se tinha passado com os presos. Entretanto, veio alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na cadeia estão no templo a ensinar o povo». Então o comandante do templo foi lá com os guardas e trouxe os Apóstolos, mas sem violência, porque tinham receio de serem apedrejados pelo povo.

Aprenda a exercitar o perdão todos os dias da sua vida


Se perdoar exige uma decisão do coração e da vontade, pedir perdão exige arrependimento
Ninguém tem o poder de controlar os próprios sentimentos. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, ensinava o filósofo Blaise Pascal. Cada um precisa fazer sua parte, aquilo que está a seu alcance.
Fazer nossa parte significa exercitar o perdão, declará-lo abertamente e decidir não falar mal de quem nos machucou, mas não há como deixar de sentir algo de negativo. Ninguém consegue exercer domínio total sobre seus sentimentos. O que sentimos ou não sentimos não é fruto de decisões nem da vontade. As emoções estão fora do nosso controle. Nosso único poder, nessa área, é determinar o que vamos fazer ou não com nossos sentimentos e com nossas emoções. Sou capaz de me decidir por não dar um soco no rosto de alguém que me ofendeu, mas não tenho o poder de resolver não sentir o desejo de dar o soco.

Aprenda a exercitar o perdão todos os dias da sua vida

Foto: Arquivo CN
Nenhum de nós tem a capacidade de decidir sentir isso ou aquilo a partir de determinado momento. O sentimento não obedece à razão. Como mudar um sentimento em relação a uma pessoa? Sem o exercício do perdão e a força da graça de Deus é absolutamente impossível.

Reflexão: A vaquinha e o precipício

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeiras, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas...
Então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou: Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, então como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc .... para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo".
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo".
O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.
Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim.
Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
Continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa, e viu que era mesmo a família que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da a vaquinha):
Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida ???
E o senhor entusiasmado, respondeu:
Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...
Ponto de reflexão:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma conveniência com a rotina.
Descubra qual, a sua ... e empurre a sua "vaquinha" morro abaixo. Saia do comodismo! Faça acontecer!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Vicente de Paulo, Carta 0018: Para Luisa de Marillac

Bendito seja Deus, senhorita, para mantê-lo melhor! Venha amanhã para receber a comunhão na missa o Sr. de la Salle, desde que eu sou obrigado a celebrar cedo, por causa de uma reunião da igreja a ser realizada amanhã de manhã nesta casa, e vai durar até o meio dia. Agora não tenho tanto medo da capela quanto no verão. Se quiser vir também a senhorita Guérin, será igualmente bem-vindo, antes da minha partida, que lhe informarei oportunamente.

E sobre o dinheiro da Caridade de Miss du Fay, consinto de boa vontade usar você quiser fazê-lo, e me sinto bem resolução que estes bons jovens tomaram para colocá-lo todos juntos. Ainda que miserável pecador não deixarei de oferecê-los amanhã em minha missa a Nosso Senhor, em cujo amor eu sou de você muito humilde servo,

VICENTE DEPAULO

Endereço: To Miss Le Gras.

Fonte:http://vincentians.com

Datas da vida de São Vicente


  • 1581: Em Pouy (Landes) nasce Vicente de Paulo, terceiro filho da família de Paulo.
  • 1595: Vicente deixa Pouy para ir a Dax, onde morará na casa do senhor do cometa, advogado em Dax e juiz em Pouy. Ele estudou na escola dos franciscanos.
  • 1596: Vicente inicia seus estudos teológicos em Saragoça e Toulouse.
  • 1600: No dia 23 de setembro ele recebeu a ordenação sacerdotal em Chateau-l'Evêque, disse sua primeira missa em Buzet e foi nomeado pároco de Tilh.
  • 1610: Vicente de Paulo torna-se parte do grupo de mendigos no Tribunal de Margarita de Valois.
  • 1612: 2 de maio toma posse da paróquia de Clichy
  • 1613: Ele entra como preceptor na ilustre família dos Gondi
  • 1617: Duas vezes em Gannes e em Chatillon-les-Dombes, Vicente encontra pobreza espiritual e material e decide mudar sua vida para receber a festa dos pobres.
  • 1619: Em 8 de fevereiro, Vicente recebe a nomeação do Capelão Real das Galeras.
  • 1620: As Missões Rurais e as Confrarias da Caridade se multiplicam.
  • 1623: Por ocasião de uma missão pregada nas galés ancoradas em Bordeaux, Vicente retorna, pela última vez, à sua terra natal.
  • 1625: Em 17 de abril, Vicente assina o contrato fundador da Congregação da Missão.
  • 1628: Em Beauvais, Vincente prega aos ordenandos alguns exercícios espirituais, em resultado dos quais ele se dedicará ativamente à formação do clero.
  • 1633: Em 29 de novembro, Vincente de Paulo e Luisa de Marillac fundaram a Companhia das Filhas da Caridade, servas dos doentes doentes. As conferências de terça-feira, organizadas por Vincente de Paulo, reúnem regularmente os membros mais destacados do clero da época.
  • 1638: Vicente de Paúl encarrega-se da Obra dos Fundidos.
  • 1639: Envie as Filhas da Caridade para o Hospital de Angers e organize a ajuda para a região de Lorraine, destruída pela guerra.
  • 1640: Vicente de Paulo empreende negociações com Richelieu, a favor da paz.
  • 1643: Vicente recebe a nomeação como membro do Conselho de Consciência. Ele isolou o rei Luís XIII em seus últimos momentos.
  • 1646: Missionários, sacerdotes da missão, em Túnis e Argel são estabelecidos para resgatar escravos cristãos.
  • 1648: Vicente de Paulo envia seus primeiros missionários para Madagascar.
  • 1649: Empreender negociações urgentes perante a rainha Ana da Áustria e antes de Mazarin em favor da paz.
  • 1651: Vicente de Paúl envia ajuda para as regiões da Picardia, Champagne e Ilha de França, devastada pela guerra.


  • 1660: Em 15 de março, Luisa de Marillac morre. No dia 27 de setembro, ao amanhecer, Vicente de Paulo morre

Frederico Ozanam

“Gostaria de abraçar o mundo numa rede de caridade”
É com este desejo que Frederico Ozanam co-fundou a sociedade de São Vicente de Paulo, em 1833. Francês, nascido em Milão, Ozanam contribuiu para a renovação da doutrina social cristã. Resolutamente aberto ao humanismo e ao universal, concebeu a SSVP como uma rede mundial de caridade, inseparável do ideal da justiça.

23 de Abril, nascimento em Milão. Antoine Frédéric Ozanam (comumente chamado Frédéric) é o filho de Jean-Antoine François Ozanam, doutor em medicina, e de Marie Nantas, filha de comerciante. Dois anos depois, a família Ozanam retorna à cidade de Lyon de onde era originária. Frederico é o 5º. de 14 crianças, das quais apenas quatro sobreviveram. A família, que vive envolta por uma atmosfera calorosa e harmoniosa, está profundamente impregnada do fervor cristão.